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Moda e esporte: o impacto dos uniformes na expressão corporal feminina

A segunda pele, o registro por trás da vitória, a personalidade traduzida como vestimenta por atletas


Por Josyane Cardozo


Fonte: Instagram / Reprodução


Você já se perguntou por que os uniformes são como são? Há inúmeras respostas para essa pergunta e diversas delimitações, qual o esporte, qual a finalidade do uniforme, o conforto e a aerodinâmica da vestimenta ou até mesmo questões culturais. Todas essas informações poderiam ser um imenso e vasto texto sobre história e criações ao longo dos anos. Porém, em um recorte recente, os uniformes têm se mostrado uma forma de expressão e demonstração de presença e representatividade dentro dos esportes, principalmente, por atletas femininas. 


Em 2024, o fenômeno do tênis Naomi Osaka, retornou às quadras em grande estilo, tanto em sua presença como atleta como em suas roupas únicas e que se destacaram no mundo do esporte. Fora deste cenário, nas redes sociais, a jovem de 27 anos, foi destacada por sua história e realizou uma conexão entre o mundo do esporte e da moda. 


Nomes como Naomi Osaka trazem uma nova narrativa para o esporte. A tenista retorna após três anos fora das quadras, o motivo do afastamento, segundo a atleta, foi um momento para cuidar da saúde mental. Em seu período fora, Naomi se tornou mãe e buscou uma forma de tornar este retorno de uma forma mais leve. Em parceria com a marca Nike, criou sua primeira linha de uniformes totalmente personalizada, agora com babados, cores e laços, Naomi marca seu nome e personalidade em quadra ou como a revista L’Officiel descreve: “remetendo a uma bailarina que flutua nas quadras.” 


Uniformes e a História


Porém, Naomi não foi a primeira a tenista a se destacar por suas vestimentas. Muito antes, Serena Williams já era assunto entre o mundinho do tênis. Já destaca na revista Footwear News como: “O estilo e o esporte sempre estiveram estreitamente interligados, mas nenhum atleta abraçou o poder da moda como Serena Williams”.

Este poder está ligado também à confiança e à autoestima. 


Para contextualizar, o tênis e a moda sempre foram ligados desde sempre, um esporte historicamente possuindo presença de homens, majoritariamente de classe alta. Um nome conhecido, René Lacoste, também reconhecido como um dos pioneiros no movimento de mudança na vestimenta dos atletas. Antes de ser estilista, Lacoste, foi tenista e nomeado sete vezes com o título do Grand Slam (maior conquista dentro do esporte) conquistado ao longo da sua trajetória. Em 1933, ele reinventou a forma de vestir camisas polo e criou um império. 


Diversos esportes mudaram a forma de expressão a partir de seus uniformes com o intuito de adentrar no mundo da moda. Porém, em uma visão mais ampla e para além da moda, as barreiras dos uniformes foram quebradas muito antes por mulheres que reivindicaram seu conforto.


Em um contexto histórico, a moda revolucionou o esporte com os Jogos Olímpicos Modernos, em 1920 em Antuérpia a tenista francesa Suzanne Lenglen foi a primeira atleta a usar saias curtas, com o intuito de facilitar seu desempenho de movimentação. No Brasil, a tenista Maria Esther contribuiu para que outros estilistas produzissem uniformes mais práticos para mulheres atletas. Sua trajetória no tênis ficou marcada por suas roupas coloridas e com estampas ainda não usadas nos anos 60.


Serena, Suzanne e Maria, possuem uma coisa em comum, além de serem jovens tenistas, a vontade de deixar sua presença no cenário do esporte e trazer novas visões para os uniformes. Isto, como relatado pelas atletas ao longo de sua história, contribuiu para a confiança nas partidas e desmistificar a presença feminina no esporte a partir de suas vestimentas. 


Expressão e Sentimento


Segundo a professora de moda da Universidade Feevale, Renata Fratton, a relação entre moda e expressão está conectada. A profissional destaca que: “a roupa é a nossa segunda pele e nossa casa, todos os dias nos colocamos em nosso corpo, o que de fato vai fazer sentido e irá ajudar em como a gente se expressa”.


Além de destacar a expressão, a docente ressalta que as roupas auxiliam a demarcar não só um espaço, mas a questão de posicionamentos.


 
 
 

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